NOVIDADES 17 de Fevereiro, 2017
Compartilhe:

Nota da Abiarroz

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) vem a público prestar esclarecimentos sobre o conteúdo veiculado em determinadas mídias que associa de forma precipitada o consumo de arroz à incidência de câncer pelo suposto elevado teor de arsênio presente no arroz. Esta hipótese não é verdadeira conforme estudos recentemente publicados.

Destaca-se, em especial, estudo epidemiológico realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard e da Universidade de Medicina de Indiana e publicado no periódico International Journal of Cancer, em 2016. Neste estudo, conduzido com mais de 200.000 pessoas, de 3 coortes diferentes do ano de 1979, não foi encontrada associação alguma entre o consumo de arroz, tanto na forma de arroz branco polido como de arroz integral, com a ocorrência de câncer.

O Professor Dr. Nathan Levien Vanier, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), explica que o teor de arsênio no arroz é dependente (1) da concentração de arsênio no solo e na água de irrigação, (2) de fatores genéticos das plantas e (3) de fatores ambientais e de manejo, e que os teores de arsênio encontrados em grãos de arroz produzidos no Brasil, até então, são compatíveis com os teores observados em grãos produzidos nos Estados Unidos e na Europa.

Não há, portanto, razão objetiva alguma para restrições ao consumo de arroz. Pelo contrário, o Professor salienta que há mais de meia centena de pesquisas científicas conduzidas na UFPEL, como Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado, que confirmam que o arroz brasileiro é um alimento saudável e muito nutritivo, seja ele consumido como grão integral, branco polido, parboilizado ou nas cultivares especiais de cariopse colorida, encontradas no mercado como arroz preto e arroz vermelho.

Acesse na aba "O Arroz\', vídeo publicado sobre o tema. Na sessão "Livros e artigos", consta o artigo científico "Rice consumption and cancer incidence in US men and women", mencionado na presente Nota.